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Faltando menos de dois meses para as eleições de 15 de novembro de 2020, a cidade de Solidão corre o risco de ser mais um dos municípios aonde o prefeito atual vai para a disputa sem adversários. É que recentemente o Ministério Público do Estado de Pernambuco pediu a impugnação da candidatura da ex-prefeita Maria Aparecida Vicente Oliveira, a Cida Oliveira (Podemos).

Segundo a promotoria, o pedido de registro da pré-candidata não atende o deferimento, uma vez que, quando era prefeita de Solidão, teve suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, em decisão definitiva, como mostrou os anexos da solicitação. “É impossível (deferir), tendo em vista que ela se enquadra na hipótese prevista no art. 1º, I, g, da Lei Complementar n. 64/90, com redação dada pela Lei Complementar nº 135/2010, segundo o qual são inelegíveis ‘os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”, diz o documento.

A ex-prefeita, que é atualmente funcionária dos Correios na cidade, decidiu tentar retornar à prefeitura trilhando seu próprio caminho. Rompeu com o PSB, após a notícia de que a direção estadual do partido tinha garantido a candidatura à reeleição do atual prefeito Djalma Alves, e acabou aceitando o convite do deputado federal Ricardo Teobaldo, do Podemos, para ingressar no partido e tentar governar novamente a cidade de Solidão.

Mas os planos podem ir de água abaixo após o pedido de impugnação do MPPE. “Das irregularidades apontadas e do inteiro teor das decisões listadas, observa, o documento que a prefeita teria cometido faltas graves e que, em tese, configuram ato doloso de improbidade administrativa”, destacou a promotora Adriana Cecilia Lordelo Wludarski, que assina o pedido de impugnação. Caso se concretize, o prefeito Djalma Alves poderá ficar com o caminho livre para a reeleição.  Por Carlos Brito.

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