PT deve liderar oposição ao novo Governo de Pernambuco

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O resultado das eleições para o governo de Pernambuco no último dia 30 de outubro traz um novo cenário e indica uma nova posição política ideológica no nosso Estado.

A eleição de Raquel Lyra para governar o nosso estado, a partir de 2023, foi fruto de um posicionamento político-eleitoral em que a aparente neutralidade em relação a bandeira ideológica que empunhava se materializou como uma representante de toda a direita pernambucana. Isso, seguramente, se replicará na composição, bem como na linha política-ideológica do seu governo, ocupando o espaço político do campo mais conservador e direitista em nosso estado.

Na sua estratégia de campanha não revelou em quem votaria para presidente da república, contudo, todas as forças ligadas à direita e ao bolsonarismo em Pernambuco estiveram no seu palanque, além do perfil da composição da sua chapa com Priscila Krause para Vice e Guilherme Coelho, como seu candidato ao Senado.

Esse cenário, mostra claramente que muda de campo ideológico o futuro governo de Pernambuco e nos impõe, ao me ver, liderarmos a oposição no âmbito estadual, visto que temos as maiores e mais expressivas lideranças do campo progressista pernambucano, representado pelos Senadores Humberto Costa e Teresa Leitão (recém-eleita), além do deputado Federal Carlos Veras, do Presidente do Partido no Estado, deputado estadual reeleito, Doriel Barros, entre outras lideranças petistas.

O bolsonarismo despolitizou o Brasil, invertendo pautas e valores próprios da competência da gestão pública, o que considero um grande desserviço à democracia e a participação popular no processo político do país. Com a eleição do Presidente Lula, temos a oportunidade e o dever de reconstruirmos a pauta do empoderamento do povo, por meio de uma agenda pedagógica de conscientização e ativismo na política.

Assim sendo, proponho, que o nosso partido (PT), lidere imediatamente a oposição ao futuro Governo de Pernambuco, no âmbito da esfera Estadual. Isso, contudo, não significa que os nossos parlamentares e principais lideranças no Estado, inclusive com trânsito livre com o futuro presidente Lula, não possam intermediar ações institucionais entre o futuro Governo de Pernambuco e o futuro Governo do Presidente Lula.

* Vice-prefeito do Cabo de Santo Agostinho pelo PT.

Por Arimatéia Jerônimo*

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