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Como a tentativa de tumultuar a eleição para a mesa diretora da Câmara dos Vereadores de São José do Egito, no início da semana, não deu certo, resultando na recondução do vereador João de Maria à Presidência da Casa, uma nova manobra para minar a força política do vereador, nome forte para o pleito municipal de 2024, foi desenhada.

Acontece que, mesmo com dinheiro em caixa, João de Maria não tem como usar a verba para o pagamento do salário dos servidores, o que inclui os salários de dezembro dos vereadores e o décimo terceiro de servidores.

Desde novembro, foi enviado um ofício ao prefeito, Evandro Valadares, solicitando remanejamento da receita existente em caixa, mas ele não atendeu. O caso foi judicializado e deve ser julgado pelo judiciário até amanhã.

Na verdade, o que se diz nos bastidores é que a negativa do prefeito nada mais é do que uma manobra política para desgastar a imagem de João de Maria, que é um possível e forte candidato para as eleições municipais de 2024. Para isso, Evandro Valadares tem explorado o tema de forma política para que o assunto possa chegar à população de forma distorcida da realidade.

Além disso, ao não liberar a verba para o pagamento do salário e décimo dos vereadores e servidores da Câmara Municipal, a ideia é induzir o presidente da Câmara a agir por impulso. Devido à pressão da sociedade, os recursos existentes poderiam vir a ser utilizados para o pagamento dos salários em atraso antes de uma resposta judicial favorável, o que pode induzir a um ato de improbidade administrativa, culminando em processo de inelegibilidade, eliminando, desta forma, o nome do presidente da Câmara como candidato no pleito de 2024.

A Câmara SJE reafirma que há recursos em caixa para quitar as despesas e fechar o ano com austeridade fiscal. Apenas requer, dentro dos trâmites constitucionais, que o prefeito faça a sua parte. É de se ressaltar ainda que esse tipo de manobra pode estar sendo arquitetado para gerar um caso de improbidade administrativa e também fazer com que esses recursos retornem aos cofres do próprio Executivo, já que qualquer valor que não seja utilizado pelo Legislativo até o último dia do ano deve ser devolvido. O Poder Legislativo ingressou com Mandado de Segurança e aguarda a decisão da Exma. Juíza Tayná Lima Prado.

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