Paulo Câmara pode ser beneficiado por anúncios feitos esta semana por Lula

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O que Messias (ou “Bessias”, como ficou conhecido quando era assistente jurídico de Dilma), Aloizio Mercadante (PT) e Paulo Câmara (PSB) têm em comum para 2023? O futuro de um fala sobre o outro.

É o seguinte: durante reunião de encerramento dos Grupos de Trabalho da transição, nesta terça-feira (13), Lula (PT) confirmou que Jorge Messias será o Advogado Geral da União.

Messias é aquele citado por Dilma Rousseff (PT) quando a então presidente tentava salvar Lula de ser preso nomeando ele para a Casa Civil. Numa ligação, vazada pelo ex-juiz Sergio Moro, ela avisa a Lula que “o Bessias está levando o documento para ele assinar”. Dilma estava gripada e o nome do novo AGU ficou famoso com um “B” no lugar do “M”.

Jorge Messias, como AGU, terá a função de encaminhar as Medidas Provisórias de início de governo, criando uma nova estrutura ministerial e também fazendo modificações em leis. Uma delas é a “Lei das Estatais” que, entre outras coisas, proíbe aos que ocuparam cargos com poder de decisão em partidos políticos de serem indicados para a direção dessas empresas.

Certamente, essa regra vai ser extinta porque Lula já confirmou o nome de Aloizio Mercadante como presidente do BNDES, também nesta terça-feira. Mercadante é da cúpula do PT nacional e não poderia assumir o cargo sob a redação atual da Lei das Estatais, criada no auge da Operação Lava-Jato para coibir o tráfico de influência entre partidos e empresas com participação da União.

Quem também deve se beneficiar com a mudança da lei é o senador Jean Paul Prates (PT), cotado para assumir a Petrobras.

O que Paulo Câmara tem a ver com tudo isso? Como vice-presidente do PSB, Paulo não poderia ser indicado para cargo em uma estatal, que seria a alternativa para a falta de um ministério. O governador de Pernambuco chegou a ter seu nome ventilado para o Banco do Nordeste, mas havia esse impedimento. Agora, não existe mais.

Se ele vai ser indicado para um banco, como se cogitou, é outra história. Mas, a desculpa será extinta.

Por Igor Maciel/JC

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