Lula anuncia novos ministros nesta quinta-feira (22) de olho em base ampla no Congresso

Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

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Demora em divulgar nomes deve-se à tentativa de Lula de equacionar todos os interesses que precisa atender na formação da Esplanada

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai anunciar nesta quinta-feira (22), em um evento no CCBB, mais uma leva de ministros que vão formar seu governo. Na cerimônia também serão apresentados os trabalhos feitos pelos grupos de transição. Até o momento, só foram anunciados seis nomes que vão compor o primeiro escalão petista.

O atraso em oficializar ministros dados como já escolhidos, como Camilo Santana à frente do Ministério da Educação (MEC), e Nísia Trindade na Saúde, deve-se à tentativa de Lula de equacionar todos os interesses que precisa atender na formação da Esplanada.

A aprovação da PEC da Transição na Câmara, aprovada no Congresso nesta quarta-feira (21), era um dos pontos principais para resolução dos ministérios. O espaço que será dado a partidos como o MDB, PSD e União Brasil, fundamentais para que a PEC passasse na Câmara e no Senado, indicará as chances do petista compor uma base ampla no Congresso.

Até o momento, foram anunciados Fernando Haddad, na Fazenda; Rui Costa, na Casa Civil; Flávio Dino, na Justiça e Segurança Pública; José Múcio, na Defesa; Mauro Vieira, na Relações Institucionais; Margareth Menezes, na Cultura.

Além da base do governo, Lula precisa achar espaço para atender ao presidente da Câmara, Arthur Lira, e administrar a cobiça de partidos que ainda não definiram total apoio ao petista, como o União Brasil. A fatura cobrada pelo União não deve sair barata. A legenda está de olho em pastas de grande peso estratégico como Cidades, que deve ficar com o comando do Minha Casa, Minha Vida; Transportes ; ou Integração Nacional.

Há ainda a necessidade de equilibrar interesses de suas duas principais aliadas no segundo turno das eleições presidenciais: Simone Tebet (MDB ) e Marina Silva (REDE). O ex-governador e senador eleito Wellington Dias (PT-PI) tornou-se um dos nomes mais cotados para assumir o comando do Ministério do Desenvolvimento Social. A pasta é uma das mais disputadas por ter sob seu guarda-chuva o Bolsa Família e tem provocado entraves já que era cobiçada por Tebet.

Como o GLOBO mostrou, Tebet já sinalizou que não vai fazer parte do governo caso não seja a escolhida para a pasta. Terceira colocada na disputa presidencial deste ano, ela declarou apoio a Lula e participou de atos de campanha durante o segundo turno.

Outro nome dado como certo é o do deputado federal Márcio Macêdo, do PT de Sergipe, à frente da Secretaria-Geral da Presidência da República, um dos órgãos que mais participa do cotidiano do presidente.

Na avaliação de auxiliares de Lula, a Secretaria-Geral da Presidência será um posto estratégico para um governo que será de frente ampla e cuja missão incluirá equilibrar interesses ao longo dos próximos quatro anos. Caberá ao nome escolhido por Lula manter bom trânsito na sociedade civil, com intuito de manter diálogo e diminuir tensões, além de boa interlocução com os partidos de base.

Outras indicações
Lula também já bateu o martelo sobre os nomes do deputado federal Alexandre Padilha para comandar a pasta de Relações Institucionais e do procurador Jorge Rodrigo Araújo Messias deverá ser escolhido para a Advocacia-Geral da União (AGU).

O advogado e professor da Universidade de São Paulo (USP), Silvio Almeida, também deverá ser anunciado à frente do Ministério de Direitos Humanos.

Outro nome a ser divulgado é o do ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícus Marques de Carvalho. Segundo interlocutores, ele comandará a Corregedoria-Geral da União (CGU).

A escritora Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada Marielle Franco, e principal cotada para assumir o Ministério de Igualdade Racial, se reuniu com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira e deverá ser mais um nome anunciado.

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