França e Marrocos decidem quem encara a Argentina na final da Copa

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Mbappé - Foto: NATALIA KOLESNIKOVA / AFP

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Seleções jogam nesta quarta (14), às 16h, no Al Bayt, pela semifinal da competição

A Copa do Mundo de 2022 terá uma final inédita. A única dúvida é saber se ela terá a presença do atual campeão do torneio ou se, pela primeira vez, uma seleção africana ficará a um passo de levantar a taça. No duelo de ontem, a Argentina eliminou a Croácia nas semifinais, ganhando por 3×0, e agora aguarda o ganhador do jogo entre França e Marrocos, no Al Bayt, nesta quarta (14), às 16h.

França e Marrocos têm uma relação pós-colonial relativamente tranquila, mas não isenta de tensões pontuais, apontou o intelectual marroquino Hassan Aourid. Marrocos proclamou sua independência em 1956, pondo fim a quatro décadas de protetorado francês e espanhol.

Desde então, apesar da concorrência espanhola, a França tem sido o principal parceiro econômico do país e investidor estrangeiro. A cultura francesa também continua a ser muito popular entre as elites. Quase 54 mil franceses vivem em Marrocos, e um milhão de marroquinos estão instalados na segunda maior economia da União Europeia (UE).

De olho no feito de Pelé

A França sonha com o segundo título mundial seguido, um feito que não acontece desde os tempos do Brasil de Pelé, em 1958 e 1962. Favorita no confronto, a seleção está atenta para não ser mais uma vítima de Marrocos, o “terror dos bolões” no Catar. Os Leões de Atlas já derrubaram a Bélgica na fase de grupos, além de eliminar Espanha e Portugal nas oitavas e quartas, respectivamente, sofrendo apenas um gol em toda a competição.

“Quanto mais avançamos na competição, mais nos aproximamos de algo forte e grande. Todos querem levar essa aventura o mais longe possível. Isso exige uma extrema concentração”, disse o goleiro e capitão francês, Hugo Lloris.

Para a “zebra” não atacar mais uma vez no Catar, o técnico Deschamps aposta no setor ofensivo, com o astro Mbappé, que já tem cinco gols no Mundial; Olivier Giroud, o maior artilheiro da história dos “Bleus”, com 53 gols e que anotou quatro no Catar; além de Antoine Griezmann e Ousmane Dembélé, que somam cinco assistências para a equipe.

“Por enquanto, chegamos à semifinal, isso já é uma conquista. Mas não existe segredo, é preciso que as coisas estejam em ordem. O primeiro é ter grandes jogadores, sem eles não se pode chegar tão longe em um Mundial. Às vezes os jogos são definidos em pequenos detalhes, então é necessário um pouco de sorte”, disse o técnico francês, Didier Deschamps.

Representando um continente

Primeiro africano a chegar até a semifinal, Marrocos sonha alto, indo além da presença na decisão do dia 18 de dezembro. “Disse aos jogadores: se estão felizes por chegar às semifinais, saibam que precisamos ir além. Queremos ganhar o Mundial”, ressaltou o técnico da seleção, Walid Regragui. “Somos uma equipe ambiciosa, temos fome”, completou.

Sobre o adversário, o técnico marroquino acredita enfrentar a “melhor equipe do mundo”, afirmando que precisará utilizar suas melhores armas. “Vamos jogar como já fazemos. Ganhar com o mínimo de posse de bola é só uma das formas de jogar. Mas acho que o melhor técnico do mundo (Didier Deschamps) está na frente, pois já entendeu isso há muito tempo. Estou seguindo o exemplo da França em 2018. Eles entenderam e exploraram isso. Contra a Inglaterra (2×1 nas quartas de final), eles não tiveram muitas oportunidades e as exploraram. Se a bola sobrar para nós, teremos que aproveitá-la. Se não, teremos que fazer um grande jogo para que eles criem o mínimo de chances possível”, destacou.

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