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A pesar da pandemia e das restrições solicitadas no deslocamento dos cidadãos, o modal rodoviário não perde sua importância como indutor do desenvolvimento econômico. Nesse aspecto, a BR-232 é uma das rotas prioritárias para Pernambuco, ao fazer a conexão entre o litoral e as outras regiões do Estado, expandindo o caminho da interiorização e ampliando o alcance da distribuição de bens e serviços. A estrada é também condutora do turismo que apresenta em cada cidade por que passa os atrativos de seu povo e da sua cultura. Em cada quilômetro rodado, a paisagem se altera, revelando nuances que encantam e atraem os visitantes, ou mesmo quem por ali passa diariamente. A Semana Santa é uma época de tradicional intensificação do fluxo na BR-232. O movimento de veículos aumenta por causa do feriado prolongado, que motiva a chegada da população flutuante, e das celebrações religiosas ao longo da via e suas ramificações. Com destaque para a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, cancelada este ano devido à Covid-19. Mesmo sem a ida para a Fazenda Nova na agenda, a reportagem do JC aproveitou a ocasião para conferir como andam as condições de trafegabilidade da rodovia. E, mais uma vez, a constatação, publicada na edição do último domingo, reforça a queixa dos usuários de que a BR-232 continua levando ao perigo e ao desconforto dos motoristas e passageiros. Os problemas antigos perduram, e assim, vão se tornando maiores. Os buracos e os remendos deixam a travessia instável e estressante. A vegetação alta que persiste em alguns pontos dificulta a visibilidade para quem dirige, causando mais insegurança. A sinalização precária ao longo do percurso, com placas corroídas pelo tempo, acrescenta ao cenário a certeza do esquecimento, da falta de gestão, da omissão e do descompromisso dos que deveriam zelar pela conservação básica de um eixo do desenvolvimento. Defensas quebradas no acostamento e o acostamento incompleto são convites a fatalidades anunciadas. O asfalto emendado em diversos trechos transforma o trajeto em incômodo e risco. Nada que os usuários não conheçam há muitos anos, infelizmente, mas cuja constatação desencanta, lançando a pergunta: por que é tão difícil cuidar da BR-232? O governo estadual promete corrigir essa impressão, requalificando os 120 quilômetros até Caruaru e triplicando a saída do Recife. O investimento previsto é de R$ 300 milhões, em aporte conjunto do Estado e do governo federal, com licitações aguardadas para setembro deste ano. A restauração e a triplicação são obras que poderiam ter sido realizadas há algum tempo. Mas o importante é que os projetos estão nos planos do governo estadual como prioritários. O que os pernambucanos esperam é que não haja atrasos no processo licitatório, que as obras transcorram sem paralisações e suspeições, e que o precioso caminho da BR-232 seja valorizado com a importância que detém para o nosso dia a dia, além de direção certa para o desenvolvimento.

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